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Museu Comunitário de Queluz e Belas (MCQB)


Uma Coleção de História, Estórias e Memórias

O acervo do MCQB não é composto por objetos. Aqui, expõem-se as estórias de vida, memórias e vivências da comunidade de Queluz e Belas - e a forma como estas se cruzam com a história do território. Através de várias soluções criativas, mostramos a quem nos visita os lugares, as personalidades, o dia-à-dia, as tradições e problemas/preocupações das gentes de Queluz e Belas.

No que pensa, quando pensa em Queluz ou em Belas?


Talvez veja um palácio barroco. Talvez imagine uma longa mancha urbana de cor cinza. Ou talvez se perca entre matas reais, quintas burguesas, murais de arte urbana e linhas de caminho de ferro.

Mas há mais, muito mais. O território de Queluz e Belas foi ocupado desde a Pré-História – os vestígios mais antigos apontam para o III Milénio antes de Cristo. Muitas gentes por aqui passaram e aqui se instalaram ao longo dos tempos, atraídos primeiro pela fartura dos campos e pela abundância das águas – mais tarde pela promessa de trabalho na cidade, pelo acesso a habitação económica, pela proximidade com a capital e as suas possibilidades.

Até ao início do século XX, Queluz e Belas eram campo e terra de “saloios” – o nome pelo qual eram conhecidos os habitantes dos arredores rurais de Lisboa.

Nas décadas de 1940 a 1960, chegam grandes vagas de migrantes do interior de Portugal, em fuga da miséria e em busca de trabalho na indústria e nos serviços. Vindos sobretudo do Alentejo, das Beiras e de Trás-os-Montes, instalam-se ao longo da linha do caminho de ferro que os leva e traz diariamente de Lisboa.

São seguidos, ao longo dos anos 1970 e até aos nossos dias, por muitos outros: milhares vindos das antigas colónias portuguesas em África, na sequência da Revolução de Abril e da Descolonização; uma enorme comunidade Asiática na viragem do milénio; uma marcada presença Brasileira no início do século XXI.

Todos moldaram a paisagem natural e humana, e em conjunto criaram uma cultura local própria, feita de muitas origens, cores e sabores, referências e memórias.

Mas melhor será - dar a palavra a quem sabe...

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